"Mas um dia você aprende, garota. Aprende que amor não se mendiga, que o ser humano gosta de iludir, que nem todo mundo é um bom ouvinte, e que ás vezes a melhor coisa a se fazer, é silenciar. Ou aprende com a mamãe te aconselhando, ou com a vida te espancando. Mas aprende."
"Mãe, eu quis um tempo pra recomeçar, pensei que tinha a vida toda pra pensar, porque era cômodo ficar aqui. Mãe, a vida me forçou a aprender, tudo aquilo que eu ouvia de você, mas entre os problemas, acho que ainda sei sorrir. Mãe, pra muita coisa eu sei que demorei, e quanto tempo isso faz eu já nem sei, os anos insistiram em passar, e eu cresci. Foi quando aprendi voar, e o mundo inteiro quis pegar pra mim. A gente nasce, cresce, casa e sonha em ser feliz, por isso eu fui buscar no mundo tudo o que eu quis, todas as vezes, minha mãe que alguém me disse não, você disse sim pro meu coração! Mãe chegou o meu futuro e eu não tô só, em pouco tempo alguém vai te chamar de vó, o mundo em nove meses torna a renascer… O tempo implacável vai continuar, deixando sua marca em nosso olhar, e com meu filho isso também vai acontecer. Te juro que a ele eu vou ensinar, as coisas que aprendi de tanto ouvir você falar."
"Quem inventou essa coisa de autoestima? Por que, a cada encontro pré-amoroso, somos obrigados a exacerbar nossa criatividade a fim de nos safarmos? É tão errado assim simular a morte de uma tia, ir embora e simplesmente nunca mais ligar? O desgraçado que definiu a sinceridade com um valor moral da família nobre dos valores morais certamente não sabia de que bosta estava falando. Se eu fosse essa pessoa idônea que as revistas de comportamento pregam que eu seja, haveria aqui, no meio desse bar, uma chacina de autoconfiança: “desculpa, eu tenho que voltar pra casa, não deu certo, seu nariz é demais pra mim, mas tenho certeza que um dia alguém vai amá-la nariguda do jeito que você é”. É assim que a coisa deve funcionar? Não. É certo? Não sei. Às vezes o certo parece errado e o errado parece certo, isso nunca lhe aconteceu antes?"
"Mas um dia você aprende, garota. Aprende que amor não se mendiga, que o ser humano gosta de iludir, que nem todo mundo é um bom ouvinte, e que ás vezes a melhor coisa a se fazer, é silenciar. Ou aprende com a mamãe te aconselhando, ou com a vida te espancando. Mas aprende."
"Mãe, eu quis um tempo pra recomeçar, pensei que tinha a vida toda pra pensar, porque era cômodo ficar aqui. Mãe, a vida me forçou a aprender, tudo aquilo que eu ouvia de você, mas entre os problemas, acho que ainda sei sorrir. Mãe, pra muita coisa eu sei que demorei, e quanto tempo isso faz eu já nem sei, os anos insistiram em passar, e eu cresci. Foi quando aprendi voar, e o mundo inteiro quis pegar pra mim. A gente nasce, cresce, casa e sonha em ser feliz, por isso eu fui buscar no mundo tudo o que eu quis, todas as vezes, minha mãe que alguém me disse não, você disse sim pro meu coração! Mãe chegou o meu futuro e eu não tô só, em pouco tempo alguém vai te chamar de vó, o mundo em nove meses torna a renascer… O tempo implacável vai continuar, deixando sua marca em nosso olhar, e com meu filho isso também vai acontecer. Te juro que a ele eu vou ensinar, as coisas que aprendi de tanto ouvir você falar."
"Quem inventou essa coisa de autoestima? Por que, a cada encontro pré-amoroso, somos obrigados a exacerbar nossa criatividade a fim de nos safarmos? É tão errado assim simular a morte de uma tia, ir embora e simplesmente nunca mais ligar? O desgraçado que definiu a sinceridade com um valor moral da família nobre dos valores morais certamente não sabia de que bosta estava falando. Se eu fosse essa pessoa idônea que as revistas de comportamento pregam que eu seja, haveria aqui, no meio desse bar, uma chacina de autoconfiança: “desculpa, eu tenho que voltar pra casa, não deu certo, seu nariz é demais pra mim, mas tenho certeza que um dia alguém vai amá-la nariguda do jeito que você é”. É assim que a coisa deve funcionar? Não. É certo? Não sei. Às vezes o certo parece errado e o errado parece certo, isso nunca lhe aconteceu antes?"